Todas as poesias assinadas por Isa G., assim como as fotos postadas podem e devem ser copiadas, com uma condição: COMPARTILHE

terça-feira, 18 de novembro de 2008


Como não crer no "mar energético" em que nos encontramos mergulhados?
Como não sentir a vibração que emana de todo e qualquer ser pulsante?
Como conseguimos, por tantas vezes, permanecer cegos e insanos?
Em frente a tão pura e crua realidade?
Como estar a deriva em uma nau desgovernada, desperdiçando a graça terrena?
Ao invés de buscar com afinco a lucidez plena?
Fincar os pés em terra firme;
Lançar âncora em mar supremo;
Abrir os olhos ante a ondulação do pensamento;
Iniciar a caminhada, conscientes;
De mãos dadas com o vento.
Isa
nov. 2008

segunda-feira, 3 de novembro de 2008


Vôos
Isa

Chegará o dia;
Que as minhas asas nascerão;
Que meus pés;
Esquecerão;
Os caminhos;
Já tão conhecidos;
Rotineiros;
Pena por pena;
Conhecerão o toque do vento;
Fio por fio;
Emaranhados pelo ar;
Olhos abertos;
Escuridão transformada;
Em azul e branco;
Os raios de cor alaranjada;
Pintando cada poro;
Refletindo um sorriso;
Que um dia nasceu;
E teve que aprender;
A andar.


Março 2008

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Íntima

Abrir os olhos às vezes é tão doloroso;
Imagine pôr a cabeça para fora...
Em horas de incertezas, meu estômago embrulha,
Meus pés tentam fugir de mim;
A possibilidade de ir em frente empolga, desperta;
Mas essa inimiga, tão pequena... Ah traidora!!
Vai me cercando com seus braços gigantes;
Desde sempre me cerceando, induzindo e enganando;
Como ela fica tão forte?
Está tão ligada a mim;
Quanto eu a ela;
Por que esta força não é conjunta?
Por que ela não pode me ajudar apenas?
Fica insistindo em me ameaçar;
Lembrando-me à sua presença;
A todo instante;
Ela sabe bem onde pisa;
E isso sempre é o que me dói mais;
Conhece-me melhor do que eu mesma...
Nem posso mandá-la embora;
Não existe como.
O porquê, ah, este sim, multiplicados;
Fazem coro e dançam em roda;
Alguns a favor, outros, indecisos;
Todos confusos;
Como eu.


Isa
Março 2008

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Volta
Isa

Até onde andar, sem perder os pés para o chão?
Até onde ver, sem perder os olhos para o “quadro”?
Até onde sentir, sem perder a cabeça para a rotatória?
Até onde ir para se encontrar?

Pensamentos voam;
Identidades se reprimem;
Escondem-se e perdem – se.

Como o ato de respirar:
Você respira o tempo inteiro;
Mas não percebe;
Envolvido pelo que seus olhos;
Permitem-lhe enxergar.

Quando o ar lhe falta;
Você descobre;
Que ele esteve ali, até aquele momento;
E você não percebeu.
Então seu peito infla;
A agonia cessa;
Você conecta-se com a razão.
Fazemos milhares de vezes durante o dia;
Uma escolha constante;
Entre acordar ou continuar dormindo;
Entre encontrar-se ou continuar perdido;
Somente enxergando o que está à nossa frente.

Quando em um momento, por um ato falho;
Escolhido pelo acaso;
Alguém faz esta escolha por você;
Sem aviso;
As paredes que limitam a nossa visão;
Desabam em cadeia;
Tais dominós, em brincadeira de criança.
Levando consigo as nossas vestes;
Compradas prontas; coloridas pelo tempo;
Que foi passando despercebido;
Em sua caminhada, contínua.

Então as tonalidades do mundo mudam;
Lembranças deixam de ser fotos;
E passam a pulsar;
Bombeando a alma adormecida;
Fazendo-a despertar;
De um sono induzido.
Levando-nos a quebrar a noção básica;
E ocuparmos duplamente;
Um só lugar no espaço.

Duas vidas em uma só;
Como é possível?
Como se reeduca? Molda? Reintegra?

Como ensinar,
Se ainda não se pode aprender?

...continua...
Março 2008

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Visões antigas, novos momentos...


terça-feira, 7 de outubro de 2008

EU, por Eu.

Neste momento me encontro, me enxergo com olhos de lince;
A vista alcança bem mais do que as palavras podem descrever;
Será que possuo algum pedaço vivo?
Será que existe algum espaço habitado em mim?
Continuarei a me desintegrar dia após dia?
Por onde anda, onde se encontra a guia?
Quando aparecerá o fio que me conduz?
Devo olhar outra vez? Será que não enxerguei?
Não sei se poderei retornar, e se for, para onde me dirijo?
Todos os meus lados estão obscuros para mim;
Todos vértices de um triângulo, que em mim, possui quatro lados;
Neste momento que me encontro;
Será que me reencontrei?
Como encontrar algo que nunca foi perdido?
Como achar algo que nunca foi achado?
Será que me perdi?
Neste momento me encontro;
Olhos turvos, coração magoado;
E tudo desce, vai ao chão de uma só vez;
Que chão?
Onde ando?! Onde permaneço?! Onde estou?!
Ou por onde escorro, lentamente;
Para não entupir?
Me recolho;
Neste momento me encontro.
Março 2008

domingo, 21 de setembro de 2008

Consciência

Copiando as palavras encontradads no blog do amigo "Ed"; Transcrevendo em emoções as dúvidas e certezas que me assolam...



Ser psicólogo é uma imensa responsabilidade.
Não apenas isso: é também uma notável dádiva.
Desenvolvemos a habilidade da palavra, do olhar, das expressões,
e até mesmo do silêncio.
A capacidade de tirar lá de dentro o melhor que temos
para cuidar, fortalecer, compreender, aliviar.

Ser psicólogo é um ofício tremendamente sério.
Mas não apenas isso: é também um grande privilégio.
Pois não há maior que o de tocar no que há de mais precioso e
sagrado em um ser humano: seu segredo, seu medo, suas alegrias,
prazeres e inquietações.

Somos psicólogos e trememos diante da constatação
de que temos instrumentos capazes de favorecer o bem ou o mal,
a construção ou a destruição.
Mas ao lado disso desfrutamos de uma inefável
bênção que é poder dar a alguém o toque, a chave que pode abrir portas
para a realização de seus mais caros e íntimos sonhos.

Quero, como psicólogo aprender a ouvir sem julgar, ver sem me
escandalizar, e sempre acreditar no bem.
Mesmo na contra-esperança, esperar.
E quando falar, ter consciência do peso
da minha palavra, do conselho, da minha sinalização.

Que as lágrimas que diante de mim rolarem,
pensamentos, declarações e esperanças testemunhadas, sejam segredos
que me acompanhem até o fim.
E que eu possa ao final ser agradecido pelo privilégio de ter vivido para
ajudar as pessoas a serem mais felizes.
O privilégio de tantas vezes ter sido único na vida de alguém que não tinha
com quem contar para dividir sua solidão, sua angústia, seus desejos.
Alguém que sonhava ser mais feliz, e pôde comigo descobrir que isso só começa quando a gente consegue realmente se conhecer e se aceitar.

(Walmir Monteiro)

sábado, 16 de agosto de 2008

Sou
Isa

Sou âncora, sou água, sou amor...
Que prende, lava e transforma;

Sou pilar, sou pomba, sou paixão...
Que sustenta, purifica e arrebata;

Sou furação, sou fé, sou faísca...
Que desloca, fortalece e incendeia;

Sou teste, sou testa, sou teto...
Que desafia, teima e guarda;

Sou porto, sou porta, sou parte...
Que direciona, acessa e completa...

Sou calo, sou cola, sou coca...
Que incomoda, une e vicia;

Sou breu, sou braço, sou brisa...
Que assusta, acolhe, e acalma;

Sou ópio, sou ócio, sou ódio...
Que alucina, estagna e destrói;

Sou tudo de bom para uns...
Que estraga tudo para outros.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Até que ponto somos uma criação de nós mesmos? Até que ponto somos mera representação dos símbolos que assimilamos? O "EU" é fruto real de nossos desejos ou simplesmente a execução de um aprendizado? Somos cunhados somente pelo meio em que nos encontramos?

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Lá vem o sol....Lá vem o sol...
Que ele traga mais luz e calor ao meu mundinho cinza!!!!

segunda-feira, 9 de junho de 2008

...


O que fazer quando não dá mais?
Quando se sente preso dentro de si mesmo...
Quando o desejo é se rasgar inteiro...
Quando a dor se torna insuportável?
Até onde é o limite?
Quando se calar, já não dá mais conta,
Pois você grita dentro de si mesmo...
E esses gritos lhe ensurdecem...
Quando tudo que se sente é dor...
E dormência...
Quando seus olhos ardem;
Mas resistem...
Quando o espelho já não lhe reflete mais...
Ou você nunca conseguiu se achar dentro dele?
Quando seu maior sonho no momento...
É a solidão.
E você nunca deixou de estar só...

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Psicologia

"Tudo que me fortalece também me destrói......."
Haja coragem, provas, trabalhos, provas, trabalhos......
Ê tempo que não dá para nada...