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quarta-feira, 15 de julho de 2009

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Se...

Costumo passear pelos blogs de desconhecidos, buscando aprender um pouco com as experiências dos “colegas” de rede. Às vezes verbalizo a minha gratidão em outras a mando via universo. E num passeio destes, cheguei a um post aqui : http://fugadointelecto.blogspot.com/, muito interessante. Como não acredito em coincidências, foi à contribuição que faltava a minha reflexão desta semana. Obrigada Igor.

Como seres humanos no momento presente, estamos sujeitos à interação universo – matéria - energia - consciência. Em meio a esta relação estamos aqui vivenciando momentos de extrema tortura (para uns, claro!) e intenso aprendizado. Como conseqüência desta interação, somos levados a vivenciar este paradoxo enlouquecedor do “Se”.

- Fiz assim, mas “se” tivesse feito assim...?
- Ocorreu da maneira que eu quis, mas era o que eu queria...?
- Sou assim, mas “se” eu não passasse por... Seria assim?
- Não tenho isso, mas “se” eu tivesse...?
...

É uma tortura que nos devora de forma silenciosa e completa. Somos tragados pela imensa gama de possibilidades, pela perdida noção de passado e futuro e por fim, nos perdemos ou nos achamos em um “se”.

Às vezes é reconfortante saber que temos uma chance, mesmo que ilusória, de fazer diferente de consertar nossos atos e até mesmo de sermos diferentes do que somos. O “se” entra aí como partícula mágica, capaz de nos transportar para o que poderia ser ideal.

Por que nunca pensamos o suficiente no “se” antes para não precisar fazê-lo depois? E é realmente necessário pensarmos nele depois? Se o que já foi feito, feito está e agora é passado? Podemos mudá-lo?

Existem realmente momentos que gostaria de usar essa partícula mágica e fazer diferente, mas até onde isto interferiria no meu “agora”? Para onde o “se” me levaria? E “se” eu não gostasse?

Há todo momento fazemos escolhas, racional ou intuitivamente, e enfrentar as conseqüências delas é o que entendemos por aprendizado.
A somatória destes “pequenos aprendizados” é o que constrói o que somos, que nos engrandece em alguns momentos e nos diminui em outros. A partir dela podemos galgar degraus ou descambar ladeira abaixo. Refletir se agimos certo ou errado e como podemos melhorar isto.

Para mim o mais importante é que através dela podemos dizer que estamos vivendo e não somente seguindo com a vida.

segunda-feira, 8 de junho de 2009


Paraíso do assédio

Achei esta gracinha guardada e resolvi compartilhar...

Paraíso do assédio

Localizada acima de 1,68 cm de pura instabilidade, antes da descida pelos cachinhos e sustentada pelas vértebras cervicais, dispondo de sinalização de última geração, garagem projetada para qualquer nível e carga vibracional, com manobrista e playground para a espera da longa fila, está localizada a entrada mágica para o paraíso do assédio.
Completa o pacote um serviço de buffet incrível: Inseguranças fresquinhas, complexos das melhores safras, imaturidade da maior qualidade e acompanhamentos para todas as necessidades energéticas... Sem contar, a hostess, super cega que é de uma delicadeza incrível: Sempre arruma uma mesinha, mesmo que você chegue acompanhado!!! Tudo que qualquer “coleguinha” deseja e mais um pouco.
O ambiente agradável dispõe também de atrações diárias, que vão da vitimização aguda a momentos de agressividade explícita. Espetáculos de muito bom gosto!!!
A climatização fica a cargo da gerencia emocional, que está sempre atenta à instabilidade local, providenciando vibrações e sentimentos de todos os estilos que agradam aos freqüentadores mais exigentes.
No período matutino, é quando a casa ferve. O buffet de nervosismo e irritabilidade é o carro chefe. Depois do meio dia são servidos os mais variados tipos de estimulantes, angustiantes e uma farta degustação de nicotina. À tarde, o movimento tende a cair nos dias de segunda, quarta e sexta, onde atrações convidadas se apresentam. À noite a diversão fica por conta do fluxo contínuo de convidados. Nos demais dias e no fim de semana o movimento é intenso, ocorrendo shows especiais.
Vale a pena conferir o local, sem preocupação, pois é tudo cortesia da casa.

Isa 06/08

Tempo?

Me peguei a refletir, logo após ter um "estalo", sobre o tempo, ou melhor sobre o que estou fazendo com o meu tempo. Faz tempo que não posto aqui, como faz tempo que não escrevo nada do que vai se passando pela minha cuca, não rabisco nada, não dedilho a viola ou até mesmo assito um filme assim, de cuca fresca... Ou melhor, quanto tempo faz que não faço nada que não esteja relacionado com psicologia, tarefas escolares infantis, listas de supermecado, problemas, problemas reais, problemas imginários, problemas descartáveis ....

Ahhh, preciso de arrrrrrr!!!! Notando mais especificamente agora, só sei que respirei ultimamente porquê tô aqui....

Mais uma vez cai na armadilha do cotidiano, do mal hábito de agir no piloto automático. M#@#%!!!!!

Preciso arrumar um tempinho, principalmente, para rir de mim novamente e estressar menos kkkkkkkkkkkkkkkkk.


quarta-feira, 1 de abril de 2009

Deleite

O filme Mindwalk (Ponto de mutação), traz alguns conceitos que, seguindo a abordagem proposta pelo autor, interagem entre si.
De Descartes a Shiva, o filme segue tecendo conexões e propondo uma nova perspectiva sobre a relação entre a humanidade e o universo. Realmente é uma oportunidade de rever velhos paradigmas e refletir sobre como os mesmos refletem em nossa existência. Com certeza é um filme que prende a atenção do começo ao fim e, de quebra, você "filosofa" com as personagens da trama. Recomendo!

FICHA TÉCNICA:
Título Original: Mindwalk,
Idioma: Inglês, Legendas em Português
Ano de produção: 1990
Duração: 126 min.
Elenco: Liv Ulmann, Sam Waterston, John Heard
Direção: Bernt Capra
Produção: Lintschinger/Cohen


O filme foi baseado no livro - O Ponto de Mutação A ciência, a sociedade e a cultura emergenteAutor: Fritjof CapraTítulo original: The Turning Point. Autor de Cosmos e O TAO da fisíca entre outros.




Interessados, aqui dá para assistir o filme. http://artigo13.com.br/?p=143

Imagens: www.philipglass.com /// http://www.traca.com.br/seboslivrosusados.cgi?mod=LV365131&origem=resultadodetalhada




domingo, 22 de março de 2009

Coincidências? Não acredito na sua existência...

Existem momentos em que as respostas chocam-se com seus questionamentos, esta colisão resulta em verdadeiras experiências- bomba. Explicando o termo: Ocorrem inesperadamente, explodem toda a sua percepção e podem mudar totalmente tua vida.
Imagine situações onde nada é compreensível e você simplesmente não acha explicação para determinadas questões. No meio da sua agonia, você começa a ter insights, mas não os leva muito a sério. Lembre-se: Você está no meio de um turbilhão emocional e por mais que você tenha uma boa fundamentação da vida, não acreditaria nunca que as respostas podem estar bem ali, dentro de você ou seja, soltas pelo universo. Realmente é duro de admitir, mas a ficha demora para cair e às vezes demora muuuuuito. Então, assim do nada, do mais puro e límpido nada, chegam de alguma forma até você pistas, inspirações, sinais... que simplesmente parecem tirar a venda que lhe cega. Em questões de segundos, você não só obtém a resposta à seu questionamento como é capaz de compreender todo o mecanismo que o gerou e até formular teorias para tal feito. Prepare-se pois neste momento, por mais cético que você seja, seus dedinhos começam a encostar nos limites que definem toda a nossa concepção de realidade e aí, não tem mais jeito. Sua vida de alguma maneira muda totalmente.

Encontros


sábado, 28 de fevereiro de 2009






















Sem palavras...


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Cinema



Liv (Kate Hudson) e Emma (Anne Hathaway) são grandes amigas e planejaram seus respectivos casamentos nos mínimos detalhes desde crianças. Agora, aos 26 anos, ambas estão prestes a casar; prestes a realizar seu sonho, vivendo felizes para sempre. Ou talvez não... Um erro na marcação da data, fazendo coincidir os casamentos, joga essas mulheres sensatas, racionais e respeitáveis uma contra a outra, num conflito que vai abalar esta amizade.

  • Informações Técnicas
  • Título no Brasil: Noivas em Guerra
  • Título Original: Bride Wars
  • País de Origem: EUA
  • Gênero: Comédia
  • Classificação etária: 10 anos
  • Tempo de Duração: 89 minutos
  • Ano de Lançamento: 2009
  • Estréia no Brasil: 06/02/2009
  • Distrib.: Fox FilmesDireção: Gary Winick
  • (Fonte Interfilmes.com)

Cinema

Última noite de carnaval, programinha show: Cinema.
Única sessão disponível: Noivas em Guerra (Bride Wars) 2009.
Não imaginei que esse filme fosse ser tão legal, minha larga experiência com comédias americanas sempre me leva a ficar com um pé atrás, pois o humor deles é meio assim, sem sal.
Mas essa me surpreendeu. Tem muitas passagens bobas claro, é o capitalismo atuando, mas o roteiro possui alguns tópicos bem interessantes para àqueles que desejarem perceber.

Para mim estes chamaram a atenção:
· Permanecemos estagnados, com a desculpa de termos a natureza assim ou assada, ao invés de analisar quais pontos podemos e devemos melhorar;
· Na ânsia de aquietar nosso ego, nos lançamos em uma busca desenfreada por algo que preencha este vazio. Valorizamos tanto coisas banais, as quais são frutos de associações inconscientes, que nos desligamos da realidade;
· Não nos desenvolvemos individualmente, estamos todos interligados. Quando um cresce, todos nós em algum aspecto, crescemos também;
· Afinidade, entrosamento, doação, respeito, amor... Definitivamente tem sorte aqueles que vivenciam uma amizade sincera, que se tornam translúcidos à outro ser de forma mais natural possível, que restauram ou criam laços eternos...

Bem, mesmo com o apelo comercial, o filme vale a pena. Garante boas gargalhadas e momentos de reflexão. Para quem gosta de momentos de leveza, eu recomendo. Mas não faça como esta criatura que escreve, vá de mente e coração abertos sem pré-julgamentos. Boa sessão.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Mecanismo


Embora o vento saiba a direção que toma;
As nuvens o acompanham;
Desnorteadas;
Embora a maré siga ritmando suas ondas;
A água segue sua cadência;
Em uma cega e intuitiva obediência;
Embora a dor atinja seu alvo;
As lágrimas rolam;
Inconformadas e perdidas;
Embora a razão clame por abrigo;
As emoções lhe acolhem;
Acobertando o perigo;
Embora saibamos o fim;
Nos apegamos ao começo;
Enlouquecendo aos poucos;
Pagando qualquer preço.


Isa G. 18/02/09