Todas as poesias assinadas por Isa G., assim como as fotos postadas podem e devem ser copiadas, com uma condição: COMPARTILHE

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Não poderia deixar de postar este presente que ganhei, espero que seja útil como foi para mim!

Veja como é engraçado!!!

Na realidade não podemos viver nenhum momento que não seja agora. Por mais que façamos força para provar o inverso. Nossa perspectiva de futuro é algo distorcido que imaginamos querer com uma visão atual que se modifica ao longo do caminho. O que imaginamos ser passado, também é algo associado as nossas emoções originais e atuais. A vida assim é completamente falsa. Os sentimentos e emoções forjam nossa realidade. E fugimos do agora, pois achamos que se não pensamos e sentimos não estamos vivos. Agora pense! O nosso universo tem aproximadamente 15 bilhões de anos. Fatalmente, daqui a um segundo universal, estaremos em outro plano existencial. Será que dá tempo para mudarmos??? Ou será mesmo necessário mudar??? Creio que já somos o que precisamos ser, ou melhor, SER. Apenas desconhecemos nosso maior poder e potencial. Inevitável não sentí-lo quando estamos no agora. Sem pensamentos e emoções. No vazio, no TAO, no SER. Estou te dizendo tudo isso, pois tenho certeza que está preparada para uma nova visão de mundo e vida. Já conversamos inúmeras vezes sobre o fato, mais a sua maneira de escrever a realidade é muito clara e verdadeira. Agora só basta tentar expressar em atitudes o conceito que já entende com perfeição. Que a vida lhe ilumine agora e todo o agora em diante. O presente é maravilhoso ao seu lado. Embora eu não consiga expressar o quanto. Desculpe... Faz parte de uma defesa idiota de um ego ainda frágil. Você é psicóloga. Pode compreender.

TAMO muito.

M. G.

Uma tentativa(frustada?) de composição.


Perdido

Fiz tantos planos;
Enrolei o tempo;
E você nem notou;

Pulei cercas;
Escalei rochedos;
E você nem notou;

Perdi o eixo;
Encontrei-me nos medos;
E você nem notou;

Saiu correndo;
Pela porta afora;
Sem noção da hora;

E o que eu faço agora?
Sem você aqui;
Preso sem ar;
Sem existir;

E você nem sonha ou imagina;

Que me levou embora;
Que me rasgou inteiro;
Que me deixou sem ar;

E o que eu faço agora?
Sem você aqui;
Preso neste buraco negro;
Sem existir;
...
Só me resta agora;
Deixar essa dor explodir;
Pular pra fora;
Pra qualquer um ouvir;
Você não precisa saber;
Para eu sentir.


Isa G.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Insistimos em viver em um tempo forjado. Sonhamos com a possibilidade de controlar o Modus Operandi, sermos senhores do tempo.
O tempo é relativo, ele está integralmente relacionado à perspectiva.
Mascaramos a nossa compreensão de tempo para trazer à tona a ilusão de controle. Buscamos respostas no ontem para as conseqüências do hoje, desejando consertar o amanhã. Sendo assim, o hoje não existe, termina não sendo vivido. Torna-se somente uma ponte.
Fixamo-nos somente em dois mundos: O passado e o futuro. A ponte não passa de uma perspectiva do que virá amanhã.
É de fundamental importância estar conectado com o “Agora”.
Estamos vivos, agora. Ontem estivemos vivos, amanhã, quem o sabe?
É difícil, mas temos que aceitar que não podemos modificar o passado e nada adianta prever ou traçar o futuro. Estamos vivendo somente a perspectiva e não o hoje, ou seja: Naus absolutamente a deriva, nesse imenso oceano energético atemporal.
Quando nos conscientizarmos disto, estaremos conectados com a energia universal, realinharemos todas as consciências das nossas várias existências e estaremos lucidamente aptos a VIVER e não somente a EXISTIR. E assim caminhar em busca do crescimento.
Como disse uma personagem de filme infantil: “O hoje é uma dádiva, por isso se chama PRESENTE!”
E você, já abriu o seu presente hoje?

Isa G.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Recentemente ouvi um desabafo: " Não tenho... nehuma.(Por motivos óbvios, omitirei a palavra exata, pois realmente nada nos acrescentará lê-la) Tenho quase trinta anos, sou solteira, não exerço a minha graduação, não tenho o corpo dos meus sonhos, não tenho uma casa própria, vivo repetindo meus erros... Enfim, não tenho nada."

Iniciou-se então a minha reflexão: Como uma pessoa em sã consciência abre a sua boquinha (perfeita, diga-se de passagem, no sentido mais fisiológico possível!) para dizer uma barbaridade desta? O que acontece é que estamos tão embutidos no nosso "transe" terreno, que esquecemos completamente de abrir os olhos.
Tem alguma lógica a união negativa dos motivos citados acima? Poderia citar "n" deles, encontrados na mesma união para mostrar que esta pessoa é feliz e não sabe.
Felicidade é um troço meio relativo, tenho que adimitir, mas pelo menos pra agradecer todos os dias, com certeza ela tem.
Vivemos em um mundinho tão "organizadinho" pelos donos do combustívelque gira este planeta, que não nos permitimos pensar e decidir. Achamos que o fazemos, mas honestamente fazemos?Deixamos que digam como devemos pensar, agir, ser, ter, existir(pois não vivemos, somente existimos enquanto inconscientes) vestir e até comer. Pelo amor de Deus, não podemos nem comer mais! E vestir algo fora dos padrões? Exílio, no mínimo!
Se dermos um passinho fora da rota estabelecida, somos perdedores. Cá pra nós, somos mesmo. Perdemos o nosso direito de decidir o que achamos certo ou errado, o que queremos ou não. Será que passou pela cabeça desta pessoa que ela pode ter decidido estar assim? Que o tempo não existe e trinta anos não são nada, que é melhor estar solteira que mal acompanhada, que somos totalmente mutáveis, não "temos" que gostar de tudo para sempre, corpo perfeito é aquele que está saudável, que não levamos nada conosco(caixão grande é muito caro!) e que só aprende-se errando, e dependendo da situação, muitas vezes!!!

Somos sementes com nosso pensamento. Cabe a nós decidir aonde semeá-las e não, reclamar dos frutos que colhermos.
Perdemos um tempo precioso reclamando de tudo que não temos, pois vivemos a idealização da perfeição, programada para nos seduzir. Perfeição é o aqui, o agora. É estarmos respirando, não importa se com ajuda ou não. Somente a possibilidade de viver o agora já é felicidade.

Lucidez sim, deveria estar na moda, ser "cult".
Quanto ao desabafo, dei um banho com toda essa energia em sua dona!!!

terça-feira, 18 de novembro de 2008


Como não crer no "mar energético" em que nos encontramos mergulhados?
Como não sentir a vibração que emana de todo e qualquer ser pulsante?
Como conseguimos, por tantas vezes, permanecer cegos e insanos?
Em frente a tão pura e crua realidade?
Como estar a deriva em uma nau desgovernada, desperdiçando a graça terrena?
Ao invés de buscar com afinco a lucidez plena?
Fincar os pés em terra firme;
Lançar âncora em mar supremo;
Abrir os olhos ante a ondulação do pensamento;
Iniciar a caminhada, conscientes;
De mãos dadas com o vento.
Isa
nov. 2008

segunda-feira, 3 de novembro de 2008


Vôos
Isa

Chegará o dia;
Que as minhas asas nascerão;
Que meus pés;
Esquecerão;
Os caminhos;
Já tão conhecidos;
Rotineiros;
Pena por pena;
Conhecerão o toque do vento;
Fio por fio;
Emaranhados pelo ar;
Olhos abertos;
Escuridão transformada;
Em azul e branco;
Os raios de cor alaranjada;
Pintando cada poro;
Refletindo um sorriso;
Que um dia nasceu;
E teve que aprender;
A andar.


Março 2008

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Íntima

Abrir os olhos às vezes é tão doloroso;
Imagine pôr a cabeça para fora...
Em horas de incertezas, meu estômago embrulha,
Meus pés tentam fugir de mim;
A possibilidade de ir em frente empolga, desperta;
Mas essa inimiga, tão pequena... Ah traidora!!
Vai me cercando com seus braços gigantes;
Desde sempre me cerceando, induzindo e enganando;
Como ela fica tão forte?
Está tão ligada a mim;
Quanto eu a ela;
Por que esta força não é conjunta?
Por que ela não pode me ajudar apenas?
Fica insistindo em me ameaçar;
Lembrando-me à sua presença;
A todo instante;
Ela sabe bem onde pisa;
E isso sempre é o que me dói mais;
Conhece-me melhor do que eu mesma...
Nem posso mandá-la embora;
Não existe como.
O porquê, ah, este sim, multiplicados;
Fazem coro e dançam em roda;
Alguns a favor, outros, indecisos;
Todos confusos;
Como eu.


Isa
Março 2008

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Volta
Isa

Até onde andar, sem perder os pés para o chão?
Até onde ver, sem perder os olhos para o “quadro”?
Até onde sentir, sem perder a cabeça para a rotatória?
Até onde ir para se encontrar?

Pensamentos voam;
Identidades se reprimem;
Escondem-se e perdem – se.

Como o ato de respirar:
Você respira o tempo inteiro;
Mas não percebe;
Envolvido pelo que seus olhos;
Permitem-lhe enxergar.

Quando o ar lhe falta;
Você descobre;
Que ele esteve ali, até aquele momento;
E você não percebeu.
Então seu peito infla;
A agonia cessa;
Você conecta-se com a razão.
Fazemos milhares de vezes durante o dia;
Uma escolha constante;
Entre acordar ou continuar dormindo;
Entre encontrar-se ou continuar perdido;
Somente enxergando o que está à nossa frente.

Quando em um momento, por um ato falho;
Escolhido pelo acaso;
Alguém faz esta escolha por você;
Sem aviso;
As paredes que limitam a nossa visão;
Desabam em cadeia;
Tais dominós, em brincadeira de criança.
Levando consigo as nossas vestes;
Compradas prontas; coloridas pelo tempo;
Que foi passando despercebido;
Em sua caminhada, contínua.

Então as tonalidades do mundo mudam;
Lembranças deixam de ser fotos;
E passam a pulsar;
Bombeando a alma adormecida;
Fazendo-a despertar;
De um sono induzido.
Levando-nos a quebrar a noção básica;
E ocuparmos duplamente;
Um só lugar no espaço.

Duas vidas em uma só;
Como é possível?
Como se reeduca? Molda? Reintegra?

Como ensinar,
Se ainda não se pode aprender?

...continua...
Março 2008

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Visões antigas, novos momentos...


terça-feira, 7 de outubro de 2008

EU, por Eu.

Neste momento me encontro, me enxergo com olhos de lince;
A vista alcança bem mais do que as palavras podem descrever;
Será que possuo algum pedaço vivo?
Será que existe algum espaço habitado em mim?
Continuarei a me desintegrar dia após dia?
Por onde anda, onde se encontra a guia?
Quando aparecerá o fio que me conduz?
Devo olhar outra vez? Será que não enxerguei?
Não sei se poderei retornar, e se for, para onde me dirijo?
Todos os meus lados estão obscuros para mim;
Todos vértices de um triângulo, que em mim, possui quatro lados;
Neste momento que me encontro;
Será que me reencontrei?
Como encontrar algo que nunca foi perdido?
Como achar algo que nunca foi achado?
Será que me perdi?
Neste momento me encontro;
Olhos turvos, coração magoado;
E tudo desce, vai ao chão de uma só vez;
Que chão?
Onde ando?! Onde permaneço?! Onde estou?!
Ou por onde escorro, lentamente;
Para não entupir?
Me recolho;
Neste momento me encontro.
Março 2008

domingo, 21 de setembro de 2008

Consciência

Copiando as palavras encontradads no blog do amigo "Ed"; Transcrevendo em emoções as dúvidas e certezas que me assolam...



Ser psicólogo é uma imensa responsabilidade.
Não apenas isso: é também uma notável dádiva.
Desenvolvemos a habilidade da palavra, do olhar, das expressões,
e até mesmo do silêncio.
A capacidade de tirar lá de dentro o melhor que temos
para cuidar, fortalecer, compreender, aliviar.

Ser psicólogo é um ofício tremendamente sério.
Mas não apenas isso: é também um grande privilégio.
Pois não há maior que o de tocar no que há de mais precioso e
sagrado em um ser humano: seu segredo, seu medo, suas alegrias,
prazeres e inquietações.

Somos psicólogos e trememos diante da constatação
de que temos instrumentos capazes de favorecer o bem ou o mal,
a construção ou a destruição.
Mas ao lado disso desfrutamos de uma inefável
bênção que é poder dar a alguém o toque, a chave que pode abrir portas
para a realização de seus mais caros e íntimos sonhos.

Quero, como psicólogo aprender a ouvir sem julgar, ver sem me
escandalizar, e sempre acreditar no bem.
Mesmo na contra-esperança, esperar.
E quando falar, ter consciência do peso
da minha palavra, do conselho, da minha sinalização.

Que as lágrimas que diante de mim rolarem,
pensamentos, declarações e esperanças testemunhadas, sejam segredos
que me acompanhem até o fim.
E que eu possa ao final ser agradecido pelo privilégio de ter vivido para
ajudar as pessoas a serem mais felizes.
O privilégio de tantas vezes ter sido único na vida de alguém que não tinha
com quem contar para dividir sua solidão, sua angústia, seus desejos.
Alguém que sonhava ser mais feliz, e pôde comigo descobrir que isso só começa quando a gente consegue realmente se conhecer e se aceitar.

(Walmir Monteiro)